Textos



Nada Prosa
 
Se me dão licença vou de poesia
Porque de prosa ando meio falha
Vendo aflita o Brasil que eu amo
Dominado por essa canalha

Uma gente tacanha, tosca, belicosa
Que se finge de honesta e tão bem intencionada
Mas que no fundo é tão corrupta quanto os que combatem
Além de retrógrada, louca, despreparada

Fruto do medo e ódio bem plantados
E bem crescidos no coração das gentes
Que se isentou de todo e qualquer senso crítico
Matando a esperança ainda nas sementes

Retrocedendo décadas de avanços sociais
Redução da pobreza, respeito à diversidade
Conquistas femininistas, trabalhistas, animais
Reservando a muito poucos, a tal felicidade
 
Este texto faz parte do Exercício Criativo - Se Me Dão Licença
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Nena Medeiros
Enviado por Nena Medeiros em 06/05/2019
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